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HEY YOU 
DESCULPEM O INCÓMODO 
ESTAMOS A TENTAR MUDAR O MUNDO 

21 JUNHO | 21:30 | CINE-TEATRO AVENIDA 

 http://www.terceira-pessoa.pt/

HEY YOU
DESCULPEM O INCÓMODO
ESTAMOS A TENTAR MUDAR O MUNDO

21 JUNHO | 21:30 | CINE-TEATRO AVENIDA


HEY YOU
DESCULPEM O INCÓMODO
ESTAMOS A TENTAR MUDAR O MUNDO

21 JUNHO | 21:30 | CINE-TEATRO AVENIDA


TERCEIRA PESSOA > projeto HEY YOU
"Sonhadores"



projeto HEY YOU > INAUGURAÇÃO

próxima apresentação:

SONHADORES
23 Fev | 18h | Cine-Teatro Avenida
http://terceirapessoa-associacao.blogspot.pt/
para "HEY YOU"
nova criação da Terceira Pessoa > 2013
direção de Ana Gil & Nuno Leão

http://terceirapessoa-associacao.blogspot.pt/





Projeto KURT COBAIN - Digressão - São Paulo (Brasil)

Reportagem fotográfica do Documentário "Kurt Cobain: Work in progress"
no Festival Satyrianas 2012 (São Paulo).
Fotos: Fábio da Silva


Projeto KURT COBAIN no CINE-TEATRO AEVNIDA > Outubro 2012

AUDITÓRIO DO CINE-TEATRO AVENIDA

4 Outubro > Conversa de Palco > 18:30 

5 Outubro > Espetáculo Kurt Cobain - there's no end in us > 21:30




6 Outubro > Estreia Documentário Kurt Cobain - work in progress > 21:30




Bilhetes já à venda! Todos ao Cine-Teatro Avenida!
mais informações:
terceirapessoa2012@gmail.com
http://www.culturavibra.com/


Castelo Branco > Cine-Teatro Avenida 

4 Outubro > Conversa Palco > 18:30 
5 Outubro > Reposição Espetáculo: "Kurt Cobain: there's no end in us"> 21:30 
6 Outubro > Estreia Documentário: Projeto KURT COBAIN: Work in Progress> 21:30 

Fundão> A Moagem 

12 Outubro > Espetáculo "Kurt Cobain: there's no end in us"> 21:30

FREE ANTÍGONA! # 2


John Cooper Clarke Aka Corifeu



John Cooper Clarke Aka Julian Assange

Song of Childhood

If I could be who you wanted
If I could be who you wanted 
all the time
all the time...
(Radiohead,  Fake Plastic Trees)

Há um banco (ou vários) dispostos para formarem um observatório perfeito. Todas as condições estão reunidas para começarmos a nossa tarefa de espectadores que testemunham o desfilar de um novo organismo vivo. No centro há uma espécie de lugar-viveiro de uma infância que desfila entre o acontecimento e a memória. Como epicentro uma coluna sonora imensa a emitir os sons desta experiência humana. Nada é estanque neste lugar: os espaços vão alternando as suas funções e as fronteiras entre os que agem e os que observam vão sendo desmanteladas. 
O que experienciamos quando observamos a infância, tornada paisagem? Como estamos enquanto a contemplamos, quase podendo tocar-lhe?  Quando contemplamos a infância que passou, que agora poderemos ter gerado, como a pensamos? Como a contamos ou descrevemos? Ao contá-la torna-se memória ou acontecimento? 
A infância funciona aqui como lugar que se presta à observação. Ao contrário da adolescência que se manifestava de forma evidente, sem eufemismos, cara-a-cara, em Kurt Cobain - there's no end in us (2012), esta nova paisagem (anterior à de Kurt Cobain) existe como redoma, como viveiro.
Quantas vezes não vimos já os adultos (acompanhantes das crianças) em posição de observadores perante uma manifestação infantil? Não será a arquitectura dos parques infantis um exemplo disso, com a arena lúdica ao centro e os bancos neutros ao seu redor? Mesmo quando nos deparamos com um cenário natural, por exemplo uma praia, vemos isso acontecer. Assim, o mar torna-se território lúdico e o areal observatório... para depois o areal (que antes era observatório) se tornar lugar de acção (onde se constroem agora estradas que vão dar a rotundas, pontes e túneis que terminam em castelos rodeados por pequenos lagos que vêm do mar) que se observa a partir da toalha (agora miradouro para esta nova maqueta que a criança habitará como se de um adulto se tratasse). 
Parece tratar-se de um mundo de plástico olhado de longe, pequeno simulacro feito de pequenas peças de lego, onde se podem ensaiar formas de vida que se movem entre o "agora" encontrado (ou reencontrado) e o tempo perdido. Nada é estanque no momento intervalar pelo qual este mundo vai desfilando: as coisas mudam de lugar constantemente, a acção não tem pausas. Nem mesmo o momento do sono se pode considerar como tal, pois nele habita a promessa de uma imaginação em marcha que não conseguimos vislumbrar mas, como que por impulso, tentamos desenhar na nossa mente. É um sonho crepuscular, não sabemos se aurora ou ocaso, se calmo ou inquietante - como um mistério lança-nos ora num conforto ora numa dúvida. O que sonha esta criança, que agora dorme, enquanto deixa escapar um sorriso que destoa do resto da sua figura? O que a fez rodar lentamente o seu corpo depois de, praticamente, ter estado imóvel durante o primeiro sono? Porque nos apresenta agora as suas costas, escondendo-nos o rosto onde até agora nos detínhamos? "Que calma" dissemos no início. "Que terror" dizemos quando o início se torna habitáculo do fim. Como somos cuidadosos perante este desfilar de sonhos escondidos. Neste silêncio, como que de cristal, podemos agora ouvir a canção da infância - Song of Childhood.


“ Queria permanecer anónimo (...) Queria fazer como Black Francis: ele mudou tantas
vezes de nome que ninguém sabe realmente como se chama...
Da mesma maneira, queria que ninguém soubesse o meu verdadeiro nome e, assim,
quando quisesse, poderia voltar a ser um Kurt Cobain qualquer ”

Kurt Cobain, I hate myself and I want to die



TRAILER


KURT COBAIN - there's no end in us > Trailer from Projeto Kurt Cobain on Vimeo.

Eu tento contar-te o que é o Kurt Cobain, mas não consigo. Tento contar-te como é este nosso Kurt, mas não é possível, não é, mesmo. Digo-te que ele é uma eterna descoberta, tentando não o trair nas minhas palavras. 
Agora, estamos aqui - tu e eu - frente a frente. Há um milhão de possibilidades abertas naquilo que pode acontecer, agora. Somos dois corpos e estamos vivos (o que se percebe pela forma como respiramos e nos olhamos).
Não nos tocámos ainda, existe essa possibilidade, mas ainda não aconteceu. Se eu te beijar quando menos esperas, consegues imaginar os que sentes, como fica a tua respiração, a temperatura do teu corpo, o lacre desse gesto na tua memória? De certo que esse momento se desenhou agora no teu pensamento, mas não ficou vestígio algum de saliva nos teus lábios.
Kurt Cobain é esse vestígio que podes perder se não o viveres corpo a corpo.

Kurt Cobain, There's no end in us > 21 de julho pelas 21:30 no Cine-Teatro Avenida de Castelo Branco.



WORK IN PROGRESS